A luta para encontrar um bom salão de beleza

Atualmente é comum encontramos em um mesmo bairro uma grande quantidade de salões de beleza. Chegamos a ficar curiosas em saber qual é melhor, quais cursos têm e onde esses cursos foram ministrados para os profissionais de cada salão. Ao conversarmos com uma turma de poucas mulheres, como cinco ou seis, dificilmente todas irão dizer que frequentam o mesmo salão. Cada uma terá uma opinião boa e uma ruim sobre o motivo por frequentar ou não cada salão de beleza.

            Sem ir muito longe, há uma década, ainda era possível conhecer as proprietárias de salões de beleza por seus nomes. Hoje dificilmente sabemos quem é quem e onde fica o salão da Maria ou Joana. A concorrência entre os salões só tem aumentado, como também a disputa por ter e manter os melhores clientes, ou seja, aqueles assíduos, pontuais, que utilizam de procedimentos mais rentáveis como colorações mensais, escovas e unhas semanais, penteados e maquiagens frequentes.

            Porém, existe um senso comum entre as frequentadoras de salões: A imensa dificuldade de encontrar no mesmo estabelecimento profissionais simpáticos, competentes, leais, educados e que saibam executar com excelência os serviços oferecidos.

                Se eu fosse proprietária de um salão, a primeira atitude que tomaria seria cuidar meticulosamente da higiene, pois é terrível ver toalhas sujas e encardidas; banheiros sem papel toalha e mal cuidados; escovas de cabelo não higienizadas; cadeiras rasgadas ou encardidas e, chão com cabelos esparramados. Assim, minha primeira atitude seria ser o oposto disto tudo, ou seja, prezar pela higiene.

Segundo, meus funcionários teriam um uniforme com seu próprio nome e a logo do salão e seriam orientados a serem gentis, por mais que o cliente fosse intolerante. Pois o cliente é quem paga as contas no final do mês, é a única razão do salão existir.

Terceiro, haveria preços padronizados e não preços de acordo com a cara do freguês, isso é desleal e gera a perda do cliente.

Quarto, meus funcionários e colaboradores seriam orientados a nunca comentar nada de suas vidas pessoais para os clientes e principalmente, a reclamar do colega de trabalho e do proprietário do salão. Isso é tão estressante, que chegamos a pensar se realmente vale a pena continuar frequentando salões assim, onde um funcionário diz que seu colega é isso ou aquilo, que sua carteira de trabalho não é assinada, que a “dona” é miserável, tem comprado poucos esmaltes, tinturas de pior qualidade, etc. Esses assuntos devem ser tratados e resolvidos internamente, a portas fechadas. Pois os clientes saem de seu trabalho ou de sua casa para irem a um salão para relaxar e ficar mais bela e não para trabalharem como psicóloga e advogada.

E por fim, ou eu faria todos os cursos possíveis para prestar os serviços com qualidade ou não abriria um salão.

 

            Já entrei em salões onde mal fui cumprimentada; em outros que enchi meus pés de cabelos; já tive meus cabelos penteados por escovas que mal entravam entre meus cabelos, de tantos fios de cabelo de terceiros enrolados entre as cerdas; já estive em salões que, antes mesmo de entrar, fizeram-me perguntas indiscretas como: “Quem detonou seus cabelos”, “Que horrível, que cor é essa que passaram”?

            E para piorar e fechar seguem mais alguns equívocos que mais se parecem com piadas ou mentiras:

Já estive em salões para retocar as raízes dos meus cabelos deixando-os mais loiros e sai do salão com os cabelos vermelhos, pretos e para não exagerar de loiro esverdeado. Isso significa simplesmente que, com o perdão do trocadilho, quem fez essa barbeiragem é incompetente, não sabe o que está fazendo e aposto que não tem curso algum de tintura.

Em um determinado salão pedi para cortar apenas dois dedos dos meus cabelos e quando olhei para o chão caiu um pedaço que media nada menos que quinze centímetros; sai de lá aos prantos.

            Realmente estamos passando por uma crise financeira nacional, mas ainda assim existem pessoas que continuam frequentando e precisando de salões de beleza. Agora para aqueles que estão vazios em pleno final de semana, a falta de profissionalismo pode ser o verdadeiro vilão, por mais que digam que a culpa é da Dilma. Coitada da Dilma, até aí ela leva a culpa.

www.fernandavargascotidiano.com

Atualmente é comum encontramos em um mesmo bairro uma grande quantidade de salões de beleza. Chegamos a ficar curiosas em saber qual é melhor, quais cursos têm e onde esses cursos foram ministrados para os profissionais de cada salão. Ao conversarmos com uma turma de poucas mulheres, como cinco ou seis, dificilmente todas irão dizer que frequentam o mesmo salão. Cada uma terá uma opinião boa e uma ruim sobre o motivo por frequentar ou não cada salão de beleza.

            Sem ir muito longe, há uma década, ainda era possível conhecer as proprietárias de salões de beleza por seus nomes. Hoje dificilmente sabemos quem é quem e onde fica o salão da Maria ou Joana. A concorrência entre os salões só tem aumentado, como também a disputa por ter e manter os melhores clientes, ou seja, aqueles assíduos, pontuais, que utilizam de procedimentos mais rentáveis como colorações mensais, escovas e unhas semanais, penteados e maquiagens frequentes.

            Porém, existe um senso comum entre as frequentadoras de salões: A imensa dificuldade de encontrar no mesmo estabelecimento profissionais simpáticos, competentes, leais, educados e que saibam executar com excelência os serviços oferecidos.

                Se eu fosse proprietária de um salão, a primeira atitude que tomaria seria cuidar meticulosamente da higiene, pois é terrível ver toalhas sujas e encardidas; banheiros sem papel toalha e mal cuidados; escovas de cabelo não higienizadas; cadeiras rasgadas ou encardidas e, chão com cabelos esparramados. Assim, minha primeira atitude seria ser o oposto disto tudo, ou seja, prezar pela higiene.

Segundo, meus funcionários teriam um uniforme com seu próprio nome e a logo do salão e seriam orientados a serem gentis, por mais que o cliente fosse intolerante. Pois o cliente é quem paga as contas no final do mês, é a única razão do salão existir.

Terceiro, haveria preços padronizados e não preços de acordo com a cara do freguês, isso é desleal e gera a perda do cliente.

Quarto, meus funcionários e colaboradores seriam orientados a nunca comentar nada de suas vidas pessoais para os clientes e principalmente, a reclamar do colega de trabalho e do proprietário do salão. Isso é tão estressante, que chegamos a pensar se realmente vale a pena continuar frequentando salões assim, onde um funcionário diz que seu colega é isso ou aquilo, que sua carteira de trabalho não é assinada, que a “dona” é miserável, tem comprado poucos esmaltes, tinturas de pior qualidade, etc. Esses assuntos devem ser tratados e resolvidos internamente, a portas fechadas. Pois os clientes saem de seu trabalho ou de sua casa para irem a um salão para relaxar e ficar mais bela e não para trabalharem como psicóloga e advogada.

E por fim, ou eu faria todos os cursos possíveis para prestar os serviços com qualidade ou não abriria um salão.

 

            Já entrei em salões onde mal fui cumprimentada; em outros que enchi meus pés de cabelos; já tive meus cabelos penteados por escovas que mal entravam entre meus cabelos, de tantos fios de cabelo de terceiros enrolados entre as cerdas; já estive em salões que, antes mesmo de entrar, fizeram-me perguntas indiscretas como: “Quem detonou seus cabelos”, “Que horrível, que cor é essa que passaram”?

            E para piorar e fechar seguem mais alguns equívocos que mais se parecem com piadas ou mentiras:

Já estive em salões para retocar as raízes dos meus cabelos deixando-os mais loiros e sai do salão com os cabelos vermelhos, pretos e para não exagerar de loiro esverdeado. Isso significa simplesmente que, com o perdão do trocadilho, quem fez essa barbeiragem é incompetente, não sabe o que está fazendo e aposto que não tem curso algum de tintura.

Em um determinado salão pedi para cortar apenas dois dedos dos meus cabelos e quando olhei para o chão caiu um pedaço que media nada menos que quinze centímetros; sai de lá aos prantos.

            Realmente estamos passando por uma crise financeira nacional, mas ainda assim existem pessoas que continuam frequentando e precisando de salões de beleza. Agora para aqueles que estão vazios em pleno final de semana, a falta de profissionalismo pode ser o verdadeiro vilão, por mais que digam que a culpa é da Dilma. Coitada da Dilma, até aí ela leva a culpa.