Gafes intoleráveis I

Nem todas as pessoas tem a oportunidade de saber como agir, comer, se vestir, se comportar de acordo com as regras de boas maneiras. Mas existem hábitos que advindos de quem quer que seja, são totalmente repugnantes ou para alguns, verdadeiras piadas ao vivo.

Recentemente, em um cartório de Divinópolis, senti um arrepio ao ver uma bela moça tomando um milk-shake e levantando não somente o dedo mínimo (mindinho) mas também o dedo indicador. Nunca vi tanta deselegância num único gesto.

Ao ser convidada para um casamento, quase perdi meu marido num súbito infarto ao ver o pai da noiva com a gravata até o meio da barriga e sem paleto.

O centro-oeste de Minas é o lugar perfeito para se encontrar uma grande quantidade de pessoas que, na verdade, não sabem como se comportar em um jantar e como desculpas dizem: Eu fiz Socila. Por favor, este curso é tão antigo que muita coisa que se aprendeu não existe mais na atualidade, além de que Socila hoje em Belo Horizonte é uma rede de salões de beleza.

Para quem tem estômago de avestruz imagino que nada sentirá ao entrar na maioria dos bares do centro-oeste mineiro e ver homens, para não dizer mulheres também, palitando os dentes em pleno jantar ou até mesmo numa roda de buteco. Palito de dentes... Pelo amor a Deus, Orixá, Saravá, ou a quem quer que você creia, nunca use em frente às pessoas. Para limpar os dentes, usem fio dental e no banheiro, ok! Agora fazer conchinha com uma das mãos para palitar os dentes eu não ouso comentar.

Que tal citar também “os malas das festas” são aquelas pessoas que ficam o tempo todo alugando de graça ouvidos alheios para tecer detalhes do seu trabalho e que ninguém está interessado em ouvir.

Avareza é na verdade um traço negativo de caráter e imutável, é tão triste ver empresários chorando o tempo todo por dinheiro sendo que mesmo que lhe fosse concedido mais cem anos de vida, jamais conseguiriam gastar todo o seu patrimônio. Então porque não pensar em algo simples: comprar boas roupas, ir a bons restaurantes e quando for fazer alguma caridade doe ao menos um milhão de reais e não cem reais, isso não é uma gafe, mas não deixa de ser brega.

Agora o “serrote” esse dá muito lucro para indústrias farmacêuticas, pois o que se gasta com remédios para o estômogo é de alarmar. Conheço inúmeras famílias de “serrotes”. Vou falar de uma família bem típica: tem famílias inteiras, imagino ser algo hereditário, que não conseguem ir a festas de casamentos, aniversários e até mesmo formaturas, sem passar despercebidas com bolsas enormes, mais parecidas com malas de viagens, e roupas com bolsos chamativos, para serem usados no final das festas, pois terão grande utilidade: servirão para transportar desde o vaso decorativo da mesa; como também a maior quantidade possível de doces e salgados; inúmeras lembrancinhas que não terão utilidade alguma; vários pares de chinelinhos; para não dizer dos mais ousados que carregam taças e utensílios de mesa pertencentes ao buffet.

Agora uma gafe de se amargar é ir a uma festa de buffet escasso de pessoas com alto poder aquisitivo: Participei de várias delas, uma com direito a tropeiro e outra com pastel frito e baciada de maionese. Ainda bem que não somos políticos, lembrando o que diz certa vez Paulo Maluf: Não aguento mais comer maionese nessas campanhas políticas.

E o churrasco mesclado? Às vezes pensamos em desistir de festinhas em casa. Preparamos aquele delicioso churrasco, onde até as cores dos vasilhames fazem parte da decoração e de repente, chega aquele parente, para dizer que não contribuiu com nada vem acompanhado com uma enorme panela de alumínio cheia de arroz e amarrada com um lençol. Num churrasco destes é bom ter um cardiologista por perto, ainda bem que em meu prédio tenho um.