É possível um vigarista tornar-se uma pessoa de bem, de boa índole?

Temos duas hipóteses conhecidas para que isso ocorra, ou seja, uma pessoa deixar de ser um vigarista: ou a pessoa morre ou acontece um milagre que ocorre quando a pessoa passa a participar de alguma seita ou algo parecido. Pois como diz o velho ditado: pau que nasce torto até suas cinzas também são tortas.Então vejamos exemplos clássicos de pessoas tidas como “vigaristas” e que podem estar casadas com um de nós, com um parente ou até mesmo ser um empregado, empregador ou um amigo de longos anos.Ao contrário do que se possa pensar, um vigarista tem boa aparência, geralmente é charmoso, de boas maneiras, conversa interessante, passa grande confiança, podendo ser homem ou mulher.
A palavra vigarista tem várias origens, sendo a mais conhecida como a antiga história do "conto do vigário" (http://www.brasilescola.com/curiosidades/conto-do-vigario.htm), uma expressão usada para descrever de forma genérica qualquer tipo de história que pareça verdadeira, mas que de fato não o é e tem como único objetivo induzir quem a ouve a desembolsardinheiro . O conto do vigário aconteceu no século XVIII na cidade de Ouro Preto entre duas paróquias: a de Pilar e a da Conceição, que queriam a mesma imagem de Nossa Senhora. Um dos vigários propôs que amarrassem a santa no burro ali presente e o colocasse entre as duas igrejas. A igreja que o burro tomasse direção ficaria com a santa. Acontece que o burro era do vigário da igreja de Pilar e o animal direcionou-se para lá deixando o vigário vigarista com a imagem.
Outro fato interessante aconteceu no século XIX em Portugal, quando alguns malandros chegavam às cidades desconhecidas e se apresentavam como emissários do vigário. Diziam que tinham uma grande quantia de dinheiro numa mala que estava bem pesada e que precisaria guardá-la para continuar viajando.
Diziam que, como garantia, era necessário que lhes dessem alguma quantia em dinheiro para viajarem tranquilos e assim conseguiam tirar dinheiro dos portugueses facilmente.Dessa forma, até hoje somos vítimas dos contos dos vigários que andam por aí, por isso a dica é tomar muito cuidado com ajudas e ganhos, para que não caiemos num conto do vigário.
Vamos dar umas dicas para quem já caiu, está caindo ou quer evitar cair no famoso conto do vigário, pois os vigaristas deixam, sem querer, transparecer uma ou mais das atitudes abaixo:
1. Tem um sorriso acima do normal, uma simpatia contagiante e invejável;
2. Oferecem produtos e serviços sem pedir nenhuma garantia em troca, como exemplo: leve essa roupa, se gostar a gente acerta depois;
3. No caso de prestadores de serviços,muitos acham que entendem de todas as profissões do mundo, como exemplo, um prestador de serviço que ao mesmo tempo entende de encanamento, eletricidade, cortinas, crianças, piscinas, pedras, polimentos, elevadores, serviços de pedreiros, mas na verdade, em relação à maioria das tarefas, tratam-se de meros “curiosos” e enganadores;
4. Muitos prestadores são “clínicos gerais”, que, com meia dúzia de funcionários,oferecem uma gama enorme de serviços sem terem nenhuma estrutura para isso; oferecem serviços que escritórios de São Paulo, Londres ou outros lugares gastam nada menos que 400 profissionais para prestá-los;
5. Cuidado ao máximo com aqueles que mal conhecem seu concorrente e já falam mal dele, da família, do escritório ou consultório, pois um profissional ético dificilmente falará mal do seu concorrente, por mais que ele possa merecer;
6. Tem grande preferência para quem está desatualizado, é mais humilde intelectualmente ou ainda vem do interior não tendo grandes facilidades de acesso às informações de golpes rotineiros. É o que acontece com o boleto premiado, o FGTS que para não ser bloqueado pela CEF deve ter um depósito imediato em uma conta desconhecida, etc.;
7. E para não falar dos vigaristas que vendem títulos podres, prescritos, da época doImpério e que a Receita Federal do Brasil cansa de avisar, mas parece que o brasileiro não gosta de ler;
8. O golpista, na maioria das vezes, apresentar-lhe-á clientes com menos de quatro anos e que ainda não tiveram o azar de verem o golpe que caíram e por isso servem como cartão de visita para os novos otários do pedaço.
9. Temos também os famosos “golpes da barriga”, aplicados por mulheres que odeiam trabalhar, escolhem o primeiro otário que lhe parecem mais bem de vida, efetiva ou potencialmente, após engravidar digam simplesmente “Adeus emprego, até nunca mais!”;
10. Para não falar nas armadilhas de um divórcio, nas chantagens usando filhos como escudos para ganharem pensões exorbitantes e ainda terem a ousadia de dizerem que foram lesadas, pois o ex refez sua vida e adquiriu novo patrimônio após a separação, e elas (as coitadas) ficaram no prejuízo não sei do que, já que dividiram tudoquando foi feita a partilha dos bens do casal.
Cuidado para não se tornar vítima de inúmeros vigaristas!