Quer umas dicas de etiqueta para se sair bem no local de trabalho? Então vamos lá!

No seu dia de 24 horas, você passa normalmente quase 40% do seu tempo no seu local de trabalho. Consideremos que você trabalha 8 horas diárias, sem considerar o seu horário de almoço, isso significa que passa um terço do seu tempo com colegas e chefes no local de trabalho. Imagine! 33% do seu dia com chefes e colegas de trabalho, pois os demais 66% são divididos em descanso, você está dormindo, e o restante é o tempo para fazer tudo que um ser humano precisa: ir às compras, cuidar da casa, do marido ou namorado, estudar, cuidar das crianças, ficar com parentes e amigos. O tempo que se dedica ao trabalho é muito maior que o tempo que se gasta com amigos e parentes.
Isso demonstra que passamos a maior parte das nossas vidas com pessoas que não escolhemos, com pessoas até então estranhas e que somente com a convivência diária é que passaremos a conhecer um pouco de suas vidas. E para que essa relação no trabalho funcione e não gere, além de um desconforto, uma má-qualidade na relação de trabalho, algumas regras básicas de boa convivência devem ser seguidas. E aí, você estaria disposto a utilizá-las e ter um bom clima em seu local de trabalho? Ou prefere deixar o ambiente se poluir por fofocas, intrigas e mal entendidos até você se tornar a bola da vez e ser demitido? Se você escolheu a primeira opção, seguem algumas dicas preciosas:
1 – Nunca misture ambiente profissional com pessoal: Não se sinta na sua casa ou na casa da mamãe, indo com roupas de malhas, que mais parecem roupas para malhação e, por favor, esqueça que existem tênis nessas horas que estiver trabalhando, isso para ambientes mais formais, como consultórios, clínicas, escritórios e recepções de empresas. Se vista conforme a atividade da sua empresa. Se for um escritório médico, use sapatos confortáveis, pois terá que se manter sentando por muitas horas; se é uma clínica ou hospital, seu sapato deverá ser ainda mais confortável para se locomover com frequência e não incomodar os pacientes com aqueles barulhinhos chatos do salto alto; se está em um escritório de advocacia, o salto alto cai muito bem (cuidado com saltos com pregos expostos, o barulho irrita qualquer chefe e colega, além de estragar o piso), não cometa a gafe de chegar de tênis ou rasteirinhas, isso é imperdoável. 
2 – Voltando ao item um, o ambiente de trabalho é profissional, se quer namorar, procure alguém que não seja colega de trabalho e muito menos um superior ou chefe. Isso causa fofocas, além de causar a demissão de uma das partes. Salvo raras exceções, que são pessoas que sabem se comportar e separar bem uma coisa da outra, o melhor é evitar.
3 – TIQUES: Ninguém nesse mundo, a não ser aquele que esteja pagando um pecado muito grande, merece um colega com tiques. Como aqueles que batem o lápis ou caneta enquanto falam ao telefone; aqueles que adoram tamborilar com a ponta dos dedos quando está ansioso ou termina uma tarefa; aqueles que ficam fungando, não sei se para mostrar que estão doentes ou que são realmente uns “malas”; e ainda temos aqueles apelidados de “isoladões”, que já chegam com o fone de ouvido e para você avisá-lo que o chefe está precisando dele, deve quase que empurrá-lo da cadeira. Temos também aqueles que durante uma reunião ficam batendo os pés no chão ou chutando a cadeira da frente, quando não chegam a balançar freneticamente uma das pernas, como se estivesse com alguma doença ou tendo alguma convulsão. 
4 – Mostrar que está na moda: Iphone 5 ou Galaxy S4: Pelo amor de Deus, você quer um emprego ou o seguro-desemprego? Portanto, se quer o emprego, deixe seu brinquedinho em casa. Agora se o usa no trabalho apenas como celular, para receber alguma ligação importante, deixe-o no silencioso, o ambiente de trabalho não é uma boate com DJs malucos tocando sons que nada tem a ver com a situação.
5 – Perfumes: Não abusem de perfumes, mas também não cheguem como quem apartou centenas de gados. Ninguém merece!
6 – Fumar no ambiente de trabalho: sem comentários. Se o local não tem fumódromos, esqueça os cigarros em casa e vá incomodar outras pessoas, mas não seus colegas e muito menos seus chefes.
7 – Horas extras: Se realmente precisa terminar um trabalho muito importante e que no dia seguinte não terá tempo para isso, fazer horas extras é admirável, mas ficar mais tempo que o necessário, usando a internet, batendo papo ou postando frases de adolescentes no facebook só para lhe garantir umas horinhas a mais no final do mês, isso demonstra falta de profissionalismo e não vai lhe render promoção alguma nessa vida.
8 – Educação: Existem palavras mágicas que o levam aonde quiser e também que abrem portas que você jamais pensou que abrissem: por favor, por gentileza e muito obrigada(o). Seja o mais educado possível, mas não tente ser um “mala” dando dois toquinhos toda vez que vai à sala do seu chefe, principalmente se precisa ir até lá com frequência diária.
9 – Mesa do escritório ou mesa de salão de beleza? Tudo bem colocar um porta-retratos bem discreto da sua família, mas colocar vasinho de flores, lixa para unhas, esmaltes, tesourinha, gominha para cabelo, porta-canetas e objetos em recipientes com formato de coração ou de sapinho; enfeitar seu monitor com figurinhas? Pelo amor de Deus! A empresa investe em um padrão, chega às vezes a contratar arquitetos ou decoradoras para deixar tudo com a cara da empresa e você vem e acha que pode “embregar” tudo? 
10 – CHAVÕES OU CLICHÊS: Esse é o teste para comprovar se seus colegas ou chefes têm problemas cardíacos. Nada pior do mundo que palavras que chamamos de “chavões” ou “clichês”. A pessoa é de pouca leitura, não sabe completar uma frase e começa ou termina sempre com: enfim, podes crer, falou, entendeu, entende?(lembra-se do Pelé), na verdade, com certeza... Essas mesmas palavras chegam a ser repetidas inúmeras vezes em uma única conversa e irrita tanto o ouvinte direto, quando os indiretos. Tente se auto-observar e ir tirando esse hábito horrível da sua vida, antes que prefiram lhe tirar o emprego.
11 - Escadas e elevador, de quem é a vez? Em locais de trabalho em prédios, temos que ficar atentos para regrinhas básicas: no elevador, a preferência é de quem está saindo; depois que o elevador está vazio, quem está de fora entra. E nas escadas, prefiro adotar autoras nacionais de etiquetas e deixar um pouco as americanas de lado; assim vale a regra de que, ao subir ou ao descer uma escada, o homem sempre segue na frente, com exceção de quando temos uma mulher idosa ou uma colega com um salto agulha que a deixe pelo menos 20 centímetros mais alta. Nesses dois casos, é aconselhável ao homem ir ao lado ou logo atrás, pois caso uma delas de desiquilibre, o homem poderá ajudá-las.
12 – 15 minutos para lanche ou para bater papo e entregar de bandeja todos os detalhes da sua vida pessoal? Vamos lá amigos, o lanche é uma pausa obrigatória para descanso, tem empresas que dão algum café acompanhado de pães doces ou salgados e outras deixam os funcionários livres para comerem o que quiser. É um momento de descontração realmente, mas não um muro de lamentações para se contar tudo da sua vida, se levou um par de “chifres”, se engravidou e nem sabe de quem, se o chefe ou colega lhe deu uma cantada e por aí vai. Toda discrição no local de trabalho é pouco; ali estamos com pessoas que, na maioria das vezes, não conhecíamos, não são como nossos amigos de infância, que sabemos o nome dos pais, dos irmãos e até mesmo dos avós. São pessoas que estão em nossas vidas de forma passageira e, conforme for o tamanho da nossa boca, vão levar segredos das nossas vidas. Como diz o velho ditado “Em boca fechada não entra mosca”!

Há regras comportamentais para se manter no novo emprego?

Pergunta de um leitor: Mudei de emprego recentemente e fico muito receoso quanto à maneira ideal de me comportar perante meus colegas e meus chefes. Gosto muito de falar, de rir e de fazer amizades no trabalho e nem sempre me dei bem nos empregos anteriores. Quais dicas úteis posso seguir? A.A. M. do Bairro Bela Vista, Divinópolis.

Resposta por: Fernanda Vargas
Quando se muda de emprego, geralmente levamos conosco vícios e hábitos que nem sempre serão bem tolerados no novo emprego. Cada empresa tem seu padrão ideal de comportamento. Algumas têm seu regimento interno ou normas internas e outras apenas avisam no início o que é ou não tolerado.
O ideal é que a pessoa recém-contratada comece no emprego ciente de algumas regras básicas:
1. Você foi contratado para trabalhar e não para arrumar amigos;
2. Se te contrataram, esperam que você some, agregue valores e faça jus ao salário que receberá;
3. Você deve desempenhar as funções para as quais foi contratado com prazer, pois, se apenas aceitou a vaga por causa do salário, com certeza não irá corresponder às expectativas da empresa e em curto ou em longo prazo perderá essa vaga;
4. Tudo que se faz com prazer geralmente é bem feito;
5. A empresa tem seu objetivo social, seja vender, produzir ou prestar serviços e visa sempre ao lucro; portanto você está nessa empresa para arregaçar as mangas e trabalhar duro. Supere-se a cada dia. Equipare-se aos melhores e tente superá-los como uma forma de competição branca;
6. Não seja ridículo ao ponto de analisar quem ganha o quê e faz o quê, apenas faça o que lhe cabe e deixe os que não fazem suas tarefas ou fazem menos no lugar em que estão, pois o tempo se incumbirá de cuidar dessas pessoas ou talvez não;
7. Não confunda seu local de trabalho com um muro de lamentações, pois isso incomoda qualquer superior na empresa. Problemas todos têm, como os têm os empresários e a própria empresa. Então cuide sozinho dos seus problemas e não os leve para o local de trabalho. Trate deles em uma clínica de psicologia ou em uma igreja;
8. Não vire um hipocondríaco achando que qualquer gripe é motivo para faltar ao emprego; lembre-se que faltas reiteradas incomodam não só os superiores, como os colegas de trabalho, além de tumultuar a empresa, pois suas funções acabam tendo que ser executadas por outra pessoa e nem sempre serão feitas da forma correta;
9. A coisa mais irritante é o funcionário-relógio: aquele que começa a bater o pé no chão ou os dedos na mesa de trabalho quando ainda faltam vinte minutos para seu horário acabar, essa é a forma mais direta de demonstrar que não gosta do que faz no trabalho;
10. Cuidado com o contrato de experiência; não banque um ator fingindo ser o que não é, com o tempo, as máscaras caem e a empresa não vai mantê-lo apenas porque não está mais no contrato de experiência;
11. Cuide da sua vida, somente dela e corra de cantinhos de fofocas e panelinhas;
12. Tente copiar as qualidades dos sócios da empresa. Se eles são focados no trabalho, faça o mesmo; se forem sérios e de pouca conversa, geralmente admiram pessoas assim; nesse caso, é arriscado tentar agradar bancando o palhaço da empresa, deixe isso para momentos especiais;
13. Não tente levar vantagem, abusar da confiança que lhe depositaram. Os empresários não são tolos, apenas muito ocupados. E uma vez perdida a confiança, a chance de reconquistá-la é remota; 
14. Empresários fingem que não veem, mas estão com olhos e ouvidos bem presentes, além de terem pessoas de sua confiança; então comporte-se e trabalhe duro.
15. Agora, se tudo que está acima não é a sua praia, espero que seja bem estudioso, pois seu lugar infelizmente é em algum órgão público que, embora possam não tolerar pessoas com alergia ao trabalho, não sabem exatamente o que fazer com elas e vão deixando-as ali até se aposentarem, no mesmo cargo por toda a vida.

Hoje as empresas estão acordando, tornando-se mais exigentes e menos tolerantes a pessoas que apenas querem um emprego e não um trabalho. Trabalhar é uma dádiva, é um presente que lhe é dado todos os dias da sua vida. Pessoas sem saúde, sem capacidade física ou mental para trabalhar dariam tudo para poder fazer o que muitas pessoas podem fazer, mas têm preguiça, falta-lhes coragem, força de vontade. Repense; se ainda é jovem, pode mudar seu modo de ver o trabalho e, se já tem mais idade, tome cuidado com o tempo.

As Três Peneiras - Com Valquíria minha amigona

Não deixe espaço para fofocas...
Ao ler uma apostila sobre etiqueta no ambiente de trabalho, que tratava de inúmeros assuntos como roupas adequadas, postura, cuidados ao lidar com chefes e colegas, um tema chamou a atenção: fofocas. Sempre ouvimos falar que fofocas e boatos não combinam com o ambiente corporativo e minam as relações, mas nunca tinha visto um texto que me tocasse tanto como o que trata das “Três Peneiras”. Pesquisando mais sobre esse assunto na internet descobri que existem inúmeras versões dessa “parábola”, sendo uma delas atribuída ao filósofo Sócrates, um ateniense do período clássico da Grécia antiga. Creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental.
Diz a passagem que: “ Um homem, procurou um sábio e disse-lhe:- Preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram a respeito de... Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou: - Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras? - Peneiras? Que peneiras? - Sim. A primeira é a da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro? - Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram! - Então suas palavras já vazaram a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira: a bondade. O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? - Não! Absolutamente, não! - Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira. Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade. Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa? - Não... Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi que nada me resta do que iria contar. E o sábio sorrindo concluiu: - Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz!”
Assim, fica o ensinamento de que, da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder ao impulso de passar adiante, submeta esta informação ao crivo das “três peneiras”. Além disso, é sempre bom se lembrar do seguinte: “não faça com o outro o que não gostaria que fizessem com você”. 
Pior do que isso é que muita gente faz da sua própria vida um livro aberto, assim lê quem quer e quando quer. O risco aí é que, como ocorre com os livros, as interpretações podem não ser exatamente as desejadas. Como dizem os professores de etiqueta: ter etiqueta é ter bom senso. E na hora de optar por não espalhar um boato ou uma fofoca se age exatamente com bom senso, afinal, a gente nunca sabe onde uma “conversa atravessada” vai parar e com quem. 

Em todos os ambientes e principalmente no trabalho, é muito melhor comentar as notícias do dia, falar sobre um bom livro, um filme interessante do que fazer da vida alheia um “Big Brother”. Isso sem contar que certamente você não é pago para colocar defeito na roupa do colega de trabalho, rir do corte de cabelo do entregador, enfim, observar os defeitos alheios. Melhor do que ter razão é ser feliz! 
“Pessoas sábias falam sobre idéias; pessoas comuns falam sobre coisas e pessoas medíocres falam sobre pessoas” é outra frase sem autor definido que casa bem com este assunto. Afinal, se a gente passa boa parte do nosso dia no ambiente de trabalho, nada melhor do que torná-lo agradável, prazeroso e amigável. Assim fica muito mais fácil trabalhar em equipe, objetivar e buscar metas e alcançar o sucesso. 

A sociedade menos desinformada usa frequentemente a frase: só se fica rico por meios inadequados.

Sempre que nos deparamos com pessoas mais abastardas financeiramente, com um negócio que fez sucesso de forma inesperada e repentina ou que, assim que terminou um curso superior obteve êxito mais rápido que os colegas de faculdade ou pessoas e parentes da mesma idade, ouvimos logo a frase: algo deve estar errado, com certeza estão fazendo alguma coisa de errado ou “tem rolo nisso”. Ah! Pode ser que tenha se casado com um homem ou mulher mais velho e por isso está bem financeiramente, com certeza não é mérito próprio.
Inicialmente, essas pessoas que contam com um pouco mais de sorte na vida ou que se esforçam mais que os outros, se sentem revoltadas, tentando explicar cada centavo que se ganhou e como se ganhou, mas com o passar dos anos nota-se que de nada adianta explicações, elas entrarão por um ouvido e sairão por outro, pois o ouvinte não quer ouvir a verdade e continuarão falando e julgando a vida alheia; e a cada nova explicação que lhes for dada, uma nova idéia louca será inventada.
Isso acontece por quê? Primeiro vamos analisar o lado daqueles que falam ou duvidam da capacidade intelectual, financeira ou até mesmo de uma pitada de sorte do parente, amigo ou conhecido mais abastardo financeiramente. Essas pessoas na verdade são frustradas profissionalmente, pois não tiveram a mesma garra que o outro ou não tiveram a coragem de ousar, apostar tudo que tinham num determinado negócio e preferem viver de modo que se sintam mais acomodadas.
Já as vítimas do falatório, ou seja, aquelas que ficaram ricas “de repente” estavam trabalhando enquanto seus concorrentes dormiam, batiam papo, tomavam sua cerveja, curtiam o final de semana, tiravam férias ou até mesmo se sentavam para falar da vida alheia. Então é lógico que estas pessoas que dão o seu suor em sentido figurado, ou seja, que dão duro na carreira e na vida têm a chance de se saírem melhor financeiramente, é uma questão de pura lógica.
É ridículo comparar um cortador de cana com um médico. O médico pode trabalhar 6 horas por dia e obviamente vai ganhar inúmeras vezes mais que o coitado que fica exposto ao sol, calor e riscos de ser cortado por uma foice, mesmo que trabalhe até à exaustão, ou seja, mesmo que trabalhe as vinte e quatro horas do dia, o que é impossível, mas mesmo se o fosse, ele ainda ganharia menos que o médico. Temos funcionários públicos que constroem casas lindas às duras penas, economizando cada centavo, enquanto seu colega de trabalho gasta tudo que recebe com roupas, passeios e leva uma vida boêmia, nessa comparação, o funcionário que conta seus centavos, que deixa de tomar uma cerveja estaria “fazendo algum rolo”? Óbvio que não, apenas foi mais inteligente que o colega. Já a comparação do cortador de cana com o médico, por mais que o médico gaste ou que o outro economize sempre haverá uma vantagem sobre o lado financeiro do médico. Mas ninguém analisa os anos que ele passou numa faculdade, somados aos anos antes de conseguir entrar nessa faculdade e o tempo que teve que ralar depois de formado.
Oportunidade tem para todos, não é demagogia, mas encarar madrugadas de estudo ou trabalho é questão de escolha. E é possivelmente ficar rico sem tomar algo de outrem, sem ter que entrar por caminhos errados e sem fazer os tais rolos, como dizem o povão.
Assim, para terminar fica a frase da admirável Clarice Lispector: “Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter... calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida."